Criação e instalação de 8 painéis de grandes dimensões em azulejaria artesanal tradicional colonial, retratando momentos relevantes da história do município de Tremembé/SP. Os mesmos serão instalados na praça principal, ficando expostos ao público de forma integralmente democrática, para munícipes e turistas que visitam a Estância, tanto em períodos corriqueiros como nas variadas festas que atraem mais de 500 mil turistas por ano para o município.
A utilização da arte de colonial além de ter vínculos com a história de formação do município, também reside na durabilidade desta arte quando executada nos métodos artesanais tradicionais, tornando assim uma exposição perene.
O espaço existente do pergolado, na praça principal, terá assim uma funcionalidade, servindo para a cultura no âmbito artístico das artes visuais bem como o resgate histórico através da temática das obras e dos seus respectivos memoriais.
Habitada desde a pré-história, a Península Ibérica, região que hoje é Portugal e Espanha. Destes povos tribais os lusitanos foram os últimos da região a persistir na resistência armada ao império Romano até 218 a.C. Posteriormente ao controle romano a península é dominada por tribos nórdicas, os Suevos e Visigodos por apenas dois séculos, que pedem o territórios para os Mouros do note de África que em apenas quatro décadas conquistam toda a região, com exceção das Astúrias.
Com achados arqueológicos de técnicas cerâmicas vidradas que remontam o antigo Egito bem como na Babilônia, é no lapso temporal de domínio sarraceno que surge na Península Ibérica, trazida por artífices muçulmanos, o que se considera os primórdios da azulejaria, os Alicatados Mouriscos. Mosaicos geométricos compostos por pequenas peças cerâmicas vidradas coloridas e cortadas com alicate que revestem grandes superfícies de paredes. A palavra azulejo deriva do árabe (Pequena Pedra Polida).
Com as reconquistas cristãs iniciadas em 722 d.C., e a formação de Portugal como nação em 1139 a técnica artesanal quase desaparece. É em 1498 que o rei D. Manuel I viaja para Sevilha e se encanta com a beleza desta arte, e a evolução da mesma, a técnica hispano-mourisca que já começa a ter características evolutivas mais perto da azulejaria como a reconhecemos hoje. De retorno a Portugal passa a promover esta arte. Assim, com a graça régia, os parcos e pequenos ateliês se multiplicam e desenvolvem tornando a arte largamente expressiva e pertinente. Tanto no que tange ao estilo pictórico, temática, técnicas de pintura bem como a mestria de execução das peças cerâmicas, de evidente influência na técnica majólica e faiança Italiana, em poucos anos a azulejaria portuguesa assume uma identidade própria e ímpar.
A produção em série de azulejos apenas se iniciou a partir do terremoto de Lisboa em 1755, onde a necessidade de reconstrução estimulou a produção semi-industrial dos azulejos visando suas características mecânicas arquitetônicas de durabilidade e impermeabilidade da superfície. Desta forma, a azulejaria antes destes acontecimentos tinham pretensões exclusivamente artísticas, produzidos individualmente, de forma artesanal estavam restritos a elite devido aos seus altos custos de produção.
No séc. XVI, os painéis de azulejaria surgiram na história do Brasil trazidos pelos portugueses. Assim como na capital do império os painéis assumiram uma função de demarcação de posicionamento social assinalando status. Utilizados como um valoroso suporte para a expressão artística em paredes de palácios, jardins, igrejas, conventos, mosteiros, edificações públicas, casas e quintas da nobreza e alta burguesia. Seus motivos pictóricos retratam acontecimentos históricos, episódios mitológicos, ou cenas do cotidiano tanto da nobreza, como dos plebeus.
Simultaneamente a igreja descobre nos painéis de azulejaria uma forma didática de comunicação, através dos quais, painéis retratavam cenas bíblicas, e de iconografia religiosa, para uma população maioritariamente analfabeta.
É com a vinda da família real para o Brasil, em 1807, e as diversas novas atividades que se instalam na nova capital do império, que a produção nacional dos azulejos passa a ter representatividade relevante no território nacional. Passando o Brasil a produzir azulejos, através das técnicas tradicionais de azulejaria portuguesa. Os exemplares de painéis são em quantidade bastante modesta na produção nacional, sendo os mais representativos de revestimentos arquitetônicos.
As cidades mais antigas do Brasil, cuja ainda preservam na totalidade ou parcialmente a arquitetura original, tem infindáveis traços da colonização portuguesa, mesmo que muitas das construções já sejam pós-independência, a herança cultural é evidente em múltiplas formas de expressão humana. A cidade de Tremembé-SP é um clássico exemplo desta presença lusitana na originária composição da cultura local.
Localizada a 133 km de São Paulo e 309 km do Rio de Janeiro, próximo da BR 116 (Rodovia Presidente Dutra). É uma cidade privilegiada, situada no eixo Rio-SP, vizinha dos municípios de Taubaté, Pindamonhangaba e Monteiro-lobato, localizada na rota de cidades consideradas polos turísticos, como Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal.
O topônimo Tremembé é de origem Tupi-guarani que significa terras alagadiças, pântano, brejos. Outros significados também podem ser alegados, porém este é o mais comumente aceite pela evidente similaridade a suas características de terrenos, hoje utilizados como vastas áreas de plantio de arroz. Outra possível origem do nome advém dos índios Tremembés, tribos habitantes de terras alagadiças, que, segundo historiadores, se aliaram ao bandeirante Jacques Felix e ao Capitão-Mor Manuel da Costa Cabral contra os índios Catu-auá na transposição e domínio da região da Mantiqueira.
É no contexto da expansão da exploração do Vale do Paraíba no séc. XVI, chefiado por Brás Cubas, fidalgo português natural do Porto, que surge o povoado de Tremembé (não confundir com a obra fictícia de Machado de Assis, “Memorias Póstumas de Brás Cubas”). É neste enquadramento histórico que na região do Vale do Paraíba se fixam desbravadores de forma esparsa. Jacques Felix, fundador de Taubaté reuniu em suas terras diversos destes pioneiros, um dos quais o Capitão-Mor Manuel da Costa Cabral, natural de Ponto Delgada, Açores – Portugal, fundador do vilarejo de Tremembé. Nos primeiros séculos de sua existência o vilarejo sobrevive prioritariamente como um entreposto, sendo o último local de abastecimento para os tropeiros que iniciavam a árdua e perigosa travessia da Serra da Mantiqueira a caminho de Minas Gerais, e no sentido oposto o primeiro local seguro para as tropas vindas do sul de Minas que atravessavam a Serra a caminho dos portos de Santos, Ubatuba e ainda algumas a caminho do porto de Paraty no Rio de Janeiro.
Tendo o vilarejo se desenvolvido ao redor de uma fonte de água potável nomeada posteriormente de Fonte d’água Santa, onde nas proximidades em 1673, Manuel da Costa Cabral com anuência da Igreja ergue uma capela dedicada a Senhora da Conceição. Vindo a receber a imagem do Senhor Bom Jesus que logo teve fama de santo milagroso. Assim a capela em poucos anos se torna pequena para o número de fieis peregrinos. No ano de 1795 a igreja passa por uma ampliação que a transforma na magnitude estrutural arquitetônica que tem hoje e fica conhecida como Igreja do Bom Jesus de Tremembé. A categoria de santuário foi oficializada em 1907 e em 1974, foi elevada, pelo Papa Paulo VI a categoria de Basílica Menor.
Após o declínio da exploração do ouro em Minas Gerais no Séc. XVIII, o vilarejo passa a ter uma economia agrícola tradicional.
Com a chegada dos Monges Trapistas, que em busca de um refúgio das perseguições políticas à Ordem na França se estabelecem no município em 1904, criando o primeiro Mosteiro Trapista da América. Sua influência no vilarejo foi radical no desenvolvimento da educação e na introdução de novas técnicas agrícolas mais produtivas. Criaram a primeira escola, ensinaram aos locais novos métodos agrícolas trazendo também novas sementes matrizes. Esta mudança observada em particular no cultivo de arroz se estendeu por grande parte do Vale do Paraíba e a produção do grão se torna principal atividade econômica local. Por influência destes, e devido a nova necessidade regional de escoamento da produção, os caminhos de ferro Central do Brasil investe em um desvio de sua rota, a fim de suprir esta necessidade de transporte de produção e ainda fazer o transporte de passageiros através deste novo trajeto.
Por razões relacionadas ao não crescimento local da Ordem, os Trapistas deixam Tremembé gradativamente, tendo o último grupo saído em 1931.
É no ano de 1955 que outra ordem religiosa se instala na cidade, a Ordem das Carmelitas que lideradas pela Madre Carminha, natural de Itu/SP e pertencente à Ordem no Convento do Carmelo de São José no Rio de Janeiro/RJ, foi responsável tanto pela construção e implantação do convento das Carmelitas, como também pelas diretrizes de seu funcionamento. Hoje no convento vivem vinte e duas freiras de 19 a 89 anos de idade, que optando por uma vida de clausura e oração aguardam também a canonização da Madre Carminha falecida em 1966.
Elevada a cidade no ano de 1905, a partir de 1993 Tremembé constitui um dos 29 municípios paulistas categorizados de Estâncias Turísticas pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.
Tipologia: Estância Turística.
População residente: 51.173 pessoas [IBGE-2022]
Turistas/ano: 550.000 pessoas [estimativa – Secretaria de Turismo e Cultura Municipal]
Topografia: Mar de morros e várzea.
Clima: Quente com inverno seco.
Coordenadas Geográficas: Lat -22o 57’ 12” / Long -45o 32’ 28”
Área: 192 km2.
Limites geográficos: Monteiro Lobato, Taubaté e Pindamonhangaba.
Altitude: 554 m.
Feriado Municipal: 26 de Novembro (Dia do Município) e 06 de Agosto (Dia do Padroeiro).
Economia: Agropecuária, rizicultura, pequenas empresas e serviços. Fontes de renda IPTU, FPM e Outros. Parque industrial em fase de implantação.
É preciso compreender que a história se produz da composição de variados estilhaços que estruturam um todo, total este que cada individuo da população local é parte efetiva integrante da história. Assim a compreensão do contexto histórico local, proporciona consciência do bem imaterial de pertencimento e com este uma melhor percepção do ser. Desta forma a cultura, a arte e a história, estandartes deste projeto, são elementos motrizes para o desenvolvimento social, de consciência individual e coletiva de cidadania.
Beneficiar 2,4 mil alunos diretamente. Organizar visitas guiadas por um mediador cultural para os alunos das escolas do município com o objetivo de transmitir a história do município para as crianças e jovens que estudam no município. Sendo 11 escolas (8 urbanas e 3 rurais) das guais (10 escolas públicas e 1 particular) do ensino fundamental (6 ̊,7 ̊, 8 ̊ e 9 ̊ anos) ao ensino médio e EJA (1 ̊,2 ̊ e 3 ̊ ano do ensino médio e programa EJA), em um total de 2,4 mil alunos.
Estes alunos assim, se tornarão agentes propagadores da história da cidade para seus familiares, que em sua esmagadora maioria, desconhecem a história do seu próprio município.
É neste propósito e contexto histórico que o presente projeto alicerça suas diretrizes, para criar oito (8) painéis de grandes dimensões (3,20 x 2,73 m) em azulejaria, através dos métodos artesanais tradicionais coloniais, retratando fragmentos relevantes da história do município.
Os painéis serão instalados na praça principal da Estância Turística. Ficando expostos ao público de forma integralmente democrática, munícipes (51 mil munícipes / IBGE – 2022) e turistas (550 mil/ano turistas que visitam a estância / estimativa fornecida pela secretaria do turismo municipal) que visitam a Estância, tanto em períodos corriqueiros como nas variadas festas anuais que atraem diversos turistas para o município.
A utilização da arte da azulejaria colonial além de ter vínculos com a história de formação colonial do município, também se fundamenta na durabilidade desta arte quando executada nos métodos artesanais tradicionais, tornando assim uma exposição perene.
O espaço existente do pergolado inutilizado, na praça principal, terá assim uma funcionalidade (anuência da prefeitura em anexo), servindo para a cultura no âmbito artístico das artes visuais bem como a funcionalidade histórica através da temática das obras e dos seus respectivos memoriais.
PROJEÇÃO ARQUITETÔNICA ILUSTRATIVA DA INTERVENÇÃO
• O projeto garante a visitação de forma irrestrita, sendo de entrada completamente livre a todos os níveis, social, cultural, de gênero, ou seja, não havendo restrição alguma evidente ou velada. Instalado em local público e de livre acesso no principal ponto turístico do município, colmatado sobejamente as exigências mínimas de democratização de acesso.
• A captação de imagens do projeto será feita de forma profissional, desde a concepção até a finalização, tanto a nível fotográfico (câmeras profissionais de alta resolução) como em vídeo (câmeras DCLR full hd, e drone 4k), para serem tanto distribuídas para redes abertas de televisão regional através de parcerias, revistas e periódicos culturais, de arte e história, físicas e digitais, bem como para a utilização em canais próprios da web e canais de comunicação da prefeitura municipal. Ampliando o grau de alcance do projeto.
ARQUITETÔNICO:
- O local terá rampa de acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção.
CONTEÚDO:
- Os memoriais correspondentes a cada obra terão sua descrição também em braille, possibilitando aos invisuais o acesso às informações históricas descritas.
Exposição perene de 8 painéis de grandes dimensões em azulejaria tradicional colonial remetendo as origens históricas coloniais do município, retratando em cada painel fragmentos relevantes da história da Estância Turística de Tremembé/SP.
- Painéis instalados no pergolado situado da praça da basílica (Pç. Luiz Balmes) principal ponto turístico da Estância. Os pequenos ajustes necessários, construção de 4 paredes com acabamento em arco e reforma da rampa de acesso, serão realizados pela prefeitura municipal (em anexo carta de anuência da prefeitura).
PLANTA:
8 PAINÉIS EM AZULEJARIA ARTESANAL TRADICIONAL COLONIAL
Peças cerâmicas manufaturadas (Tradicional – 15×15)
Primeira queima – 9h a 1100ºC
Vidrado em pó manualmente
Pintura manual com óxidos
Composições Monocromáticas – em tonalidades de azul e branco (Azul colonial)
Brasões coloridos nas cores originais
Composições com molduras inspiradas no estilo colonial Barroco Rococó
Segunda queima – 9h a 980ºC
CARACTERÍSTICAS PICTÓRICAS
Na coloração final em tons de azul cobalto e branco (azul colonial)
Brasão da cidade pintado na parte superior em cromia
Em destaque a cercadura, típica desta forma de arte em estilo barroco rococó, período de maior produção da arte azulejar portuguesa, o que se refleti no Brasil colonial, tendo neste estilo a grande quantidade de exemplares de painéis encomendados para Portugal e trazidos para serem instalados no Brasil.
CADA PAINEL
DIMENSÃO – 3,20 m de comprimento por 2,73 de altura;
AZULEJOS RECORTADOS (Superior) – 27 (vinte e sete) peças;
AZULEJOS INTEIROS – 336 (trezentos e trinta e cinco) peças;
TOTALIZANDO – 363 peças.
8 PAINÉIS
• TOTAL DE 2.904 PEÇAS
FONTE DA ÁGUA SANTA – tendo a cidade se desenvolvido inicialmente ao redor desta fonte de água potável, sua relevância para a sobrevivência dos primeiros colonizadores da região foi de estratégia fundamental.
BASÍLICA – construída nas proximidades da Fonte da Água Santa. Em 1672 o Capitão-Mor Manuel da Costa Cabral dirigiu pedido para a construção de uma capela dedica a nossa Senhora da Conceição. Em 25 de junho de 1673 a igreja estava concluída. Vindo a receber a imagem do senhor Bom Jesus que logo teve fama de santo milagroso a capela em poucos anos se torna pequena para o número de fieis peregrinos. No ano de 1795 a igreja passa por uma ampliação que a transforma na magnitude estrutural arquitetônica que tem hoje e fica conhecida como igreja do Bom Jesus de Tremembé. Em 1974, a Igreja foi elevada pelo Papa Paulo VI a categoria de Basílica Menor.
TROPEIROS – inicialmente o vilarejo era o último entreposto para os tropeiros antes da árdua e ariscada tarefa de atravessarem a Serra da Mantiqueira, obstáculo natural de penosa travessia para chegar ao sul de Minas Gerais. No sentido inverso era o primeiro entreposto para os tropeiros que atravessavam a serra e se dirigiam para os portos de Ubatuba, Santos e em menor escala para Paraty no Rio de Janeiro. Assim sendo o vilarejo se desenvolve tendo no comércio sua principal atividade.
CAPELA DO BERIZAL – construída pelos monges trapistas que em 1904, fugindo das perseguições da República Francesa, adquiriram em Tremembé uma antiga fazenda abandonada. Com um projeto audacioso e em um curto período, os monges e seus colonos reconstruíram a fazenda e passaram a utilizar técnicas europeias para cultivar o solo, criar gado, melhorar sementes, represaram o rio para irrigar terras e gerar energia elétrica. Trazendo de forma repentina um desenvolvimento enorme ao município.
ARROZAL – o município é constituído por vastas terras alegáveis, assim o plantio de arroz foi desde cedo uma atividade da agricultura regional. Porém apenas com a vinda dos Monges Trapistas trazendo técnicas agrícolas mais desenvolvidas e sementes de qualidade muito superior é que a atividade se torna realmente produtiva sendo hoje a atividade agrícola de maior relevância econômica do município.
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA – devido ao grande desenvolvimento no cultivo do arroz, trazidos pelos Trapistas, a grande produtividade torna inviável o escoamento da produção pelos métodos antigos, assim, por também influência dos Trapistas os caminhos de ferro brasileiros fazem um desvio em sua linha férrea de Taubaté/Pindamonhangaba, para assim poder ser escoada a produção. A estação de Tremembé para o transporte de passageiros é o que restou deste empreendimento. Após um trabalho que revolucionou a região, os últimos monges Trapistas deixaram Tremembé em 1931.
TRADIÇÕES RIBEIRINHAS – sem grandes registros históricos, a romaria fluvial que sai de Tremembé e segue para Aparecida do Norte através do rio Paraíba do Sul, é um evento anual que tem origem com os pescadores tradicionais e nas comunidades ribeirinhas da região.
4 PERSONALIDADES HISTÓRICAS – retratar as quatro personalidades históricas da cidade:
CAPITÃO-MOR MANUEL DA COSTA CABRAL (1640 – 1709)
Descendente da “Ilustre casa de Belmonte” da vila de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores, em Portugal. Brás Cubas enviou expedições até o Vale do Paraíba a fim de extrair o ouro, entre os seus desbravadores estava Jacques Felix, fundador da cidade de Taubaté, que trouxe consigo o Capitão-Mor Manuel Costa Cabral, que veio a ser o fundador de Tremembé. Sem nenhum tipo de Retrato da época a pintura é uma ilustração tendo em consideração os trajes e fisionomias faciais mais aproximadas.DOM JEAN-BAPTIST CHAUTARD (1858-1935)
Abade de Chambarand e posteriormente de Sept-Fons na França. Por sua iniciativa, e fugindos das perseguições políticas na França, fundou o primeiro Mosteiro Trapista no Brasil, em Tremembé/SP no ano de 1904.MAESTRO QUINTINO (1895 -1988)
Nasceu em Pindamonhangaba/SP, de uma família amante da música, desde cedo também se interessou pelos instrumentos musicais e ganhou experiência tocando na Banda Euterpes de Pindamonhangaba. No ano de 1930, o então Prefeito de Tremembé, Sr. João Ribeiro dos Santos resolve criar uma banda musical e convida o Maestro para esta empreitada de anos sucesso, até o fim de sua vida acompanhou e orientou a banda, se tornando uma figura popular e querida no munícipio.MADRE CARMINHA (1898 – 1966)
Natural de Itu/SP, iniciou sua vida religiosa no Carmelo de São José, Rio de Janeiro/RJ, de onde veio com a missão de fundar o Carmelo da Santa Face e Pio XII em Tremembé. Foi ela quem definiu como seria a arquitetura do lugar, deixou um legado de conduta para as irmãs, sempre acolhendo muito bem as pessoas.
Cada painel é acompanhado de um memorial descritivo com o enquadramento histórico do que é retratado no painel. Sendo que estes também terão a descrição em braile.
CARACTERÍSTICAS
Aço inox
DIMENSÃO – 35×100 cm
Gravação da história retratada no painel
Gravação também em Braile
PRÉ-PRODUÇÃO – 15 Dias
Pesquisa – História de Tremembé (executado)
Seleção de cenas (executado)
Rascunhos (executado)
Preparação técnica do atelier para execução dos painéis
PRODUÇÃO – 10 Meses
Capitação de imagens, fotografia e vídeo semanais. (até a conclusão do projeto)
Assessoria de imprensa atividades semanais. (até a conclusão do projeto)
SEQUÊNCIA PARA CADA PAINEL:
- Manufatura das peças cerâmicas – Desenho
- Pintura
- Queima (segunda)
FINALIZAÇÃO DA ARTE:
- Instalação dos painéis
INAUGURAÇÃO
VISITAS GUIADAS:
- Visitação estudantil
PÓS-PRODUÇÃO – 1 Semana
Avaliação
Prestação de contas
RESPONSABILIDADES NO PROJETO:
Gerenciamento de Produção Geral (gestão financeira e produtiva)
Pesquisa
Projeto expográfico e curadoria
FORMAÇÃO:
Produção Audiovisual (Cinema e Vídeo)
ANTÔNIO ARROIO – Especializada em Ensino Artístico – Lisboa/PortugalDesign Gráfico
FACULDADE PAULISTA DE ARTES – São Paulo SPCom uma experiência multifacetada no campo da comunicação, Christian já trabalhou como foto- grafo, produtor fotográfico, cinegrafista, diretor fotográfico, produtor de cinema/vídeo e design gráfico tanto em Portugal como no Brasil. Suas atividades atuais estão mais vocacionadas para a comunicação e marketing publicitário a nível gráfico, onde atua para agências de comunicação, design e publicidade com uma diversidade grande de nichos de mercado, construindo estratégias e atuando como diretor de arte para variadas empresas, produtos ou serviços.
RESPONSABILIDADES NO PROJETO:
• Cerâmica / Obras de Arte
FORMAÇÃO:
• Azulejaria Tradicional Portuguesa Sécs. XV a XVIII
CEARTE – Centro de formação de Artes e Patrimônio – Coimbra/Portugal
BIOGRAFIA PROFISSIONAL – SINOPSE
Natural de Arganil, distrito de Coimbra – Portugal, após estudar azulejaria tradicional portuguesa, estudos estes que abriu-lhe as portas para trabalhar com alguns mestres desta arte secular em Coimbra e no Porto. Em 1995 abre seu próprio ateliê em Arganil onde desenvolve vários trabalhos; painéis de azulejos tradicionais majólica portuguesa estilo Sécs. XVI, XVII e XVIII, restauração de painéis antigos e históricos, azulejos tradicionais em mosaico mourisco Séc. XV, hispano-árabe Séc. XV e ainda arte contemporânea autoral com técnicas tradicionais de azulejaria.
Tendo participado em várias exposições de arte em Portugal de forma individual e coletiva. Suas obras foram expostas em galerias em Coimbra, Porto, Lisboa, entre outras cidades. Seus painéis de azulejo estão expostos em variados locais, alguns públicos de fácil visualização e outros em interiores de constru- ções tanto residenciais particulares, comerciais ou de atividade governamental, em Arganil, Coimbra e Porto, entre outras. No ano de 2013, por motivos pessoais se muda para o Brasil, vindo a residir em São Paulo-SP, passando a residir em Tremembé-SP em 2020 onde volta a montar seu atelier.
É apenas aqui no Brasil, no convívio diário que toma consciência da real dimensão que a cultura lusa teve no desenvolvimento cultural estrutural do país. Nomeadamente a azulejaria colonial, a azulejaria tradicional portuguesa, não apenas se fez presente como também foi e é uma referência estética estilística efetiva e atuante de forma clara a olhos treinados, passando-se despercebida a quem não possui tal percepção.
PERFIL GENERALISTA
População Residente: 51mil Pessoas [IBGE-2022]
Turistas/ano: 555 mil pessoas [estimativa – Secretaria de Turismo e Cultura Municipal]
Visitas guiadas Estudantis, Crianças e Adolescentes: 2,4 mil Alunos
SEGMENTOS TURÍSTICOS – Informações – Plano Diretor de Turismo 2003
EVENTOS ANUAIS COM MAIS DE 1 MIL VISITANTES ESTIMADOS
(Informações – Plano Diretor de Turismo 2003)
Carnaval (03 Dias) – 150 mil
Encenação da Paixão de Cristo (01 Dia) – 3 mil
Festa de São José (11 Dias) – 3 mil
Festa do Arroz (03 Dias) – 80 mil
Festa do Senhor Bom Jesus (12 Dias) – 50 mil
Aviva (03 Dias) – 30 mil
Tales From The Blues (03 Dias) – 15 mil
Novena da Madre Carminha (09 Dias) – 3 mil
Festa do Divino (04 Dias) – 1 mil
Natal Iluminado (45 Dias) – 20 mil
Aniversário do Município (03 Dias) – 5 mil
Basílica (Visitas Anuais) – 80 mil
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DOS EVENTOS ANUAIS EM RELAÇÃO A EXPOSIÇÃO
Exposição Perene: Publico por ano pode ser multiplicavel por 10, 20, 50 ou mais de 100 anos
- Características Instagramáveis: com alto valor instagramável, o potencial fotográfico postado nas redes sociais particulares se torna incalculável o potencial de difusão.
CAPTAÇÃO DE IMAGENS
Fotografias profissionais de alta resolução do desenvolvimento das obras (making off)
Filmagens em Full HD do desenvolvimento das obras (making off)
DESTINAÇÃO DE USO DAS IMAGENS (fotografia e vídeo)
Canais da prefeitura municipal
Distribuição através de Links em Press-Releases
PRESS-RELEASES REGULARES (quinzenalmente)
Os press-releases são a chave de interlocução com os veículos de comunicação tradicionais ou virtuais. Com o advento do digital este método, contrariamente do que alguns analistas julgavam, se transformou e tomou mais uma ferramenta de especial importância como fonte de informação para os jornalistas obterem pautas e matérias relevantes, gerais ou especializadas.
MEIOS DE COMUNICAÇÃO GENERALISTAS REGIONAIS
JORNAIS REGIONAIS (Tradicionais e Digitais)
REVISTAS REGIONAIS (Tradicionais e Digitais)
EMISSORAS REGIONAIS (Tradicionais e Digitais)
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SETORIZADOS NACIONAIS
CULTURA (Tradicionais e Digitais)
ARTE (Tradicionais e Digitais)
HISTÓRIA (Tradicionais e Digitais)
EDUCAÇÃO (Tradicionais e Digitais)
PRESS-RELEASES VIA MALA DIRETA (Inauguração)
- Canais mais relevantes.